domingo, 29 de setembro de 2013

A influência das Redes Sociais nas Manifestações

No Brasil, a organização de grandes atos, como o “Movimento Passe Livre”, ganhou estrondosa popularidade devido a eventos criados na rede social Facebook. Evento que, quanto mais vezes era compartilhado, mais manifestantes ganhava o Movimento. No dia 17 de junho, por exemplo, ele chegou a ter cerca de 250 mil pessoas confirmadas para os protestos.


O fenômeno das redes sociais trouxe à tona as manifestações populares que ocorreram no Brasil no mês de Julho deste ano. Como o número de pessoas que falavam sobre as manifestações era muito grande nas redes sociais, as informações foram se espalhando, fazendo com que o número de manifestantes crescesse cada vez mais. Tais manifestantes protestavam, principalmente, contra o aumento do preço das passagens dos meios de transportes, mas com o passar dos dias, os protestos foram abordando novos assuntos, como questões da saúde pública precária, a impunidade dos políticos desonestos e etc.


No Twitter, depois da implementação das chamadas hashtags, era possível acompanhar o que estava acontecendo nas ruas e os locais dos protestos. O Instagram e o YouTube permitiam compartilhar registros de pessoas que presenciavam os movimentos, todas em tempo real.

Com toda essa situação, ficou clara a importância das redes sociais na disseminação de conteúdo. Ficou evidente o seu poder de articulação da informação se sobrepondo aos veículos tradicionais. Neste contexto, foi possível perceber que os conceitos tradicionais de comunicação talvez estejam ultrapassados para o momento digital que vivemos, pois as redes funcionaram como veículo de divulgação dos atos em tempo real e a população passou a ser a detentora da informação.

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